sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sinopse d' "A Divisão" - estreia Sábado 28/Março (21h45) no CCP

A sorte de Jonas Montenegro abençoou a sua família até que os sinos soaram no seu funeral. Sempre na mesma sala, mantida igual desde os dias de luta, no início da vida, até à sua morte, numa atitude humilde. Nos seus sonhos dos últimos dias já tudo estava antevisto, já se desenrolava a divisão.

Alberto, filho de Jonas, sempre sonhou com uma carreira em Televisão. Susana, a sua irmã, não quer outra coisa que não seja a gestão das Sapatarias Montenegro, o negócio da família. Isaac, amigo de Alberto e dos Montenegro, só quer ficar ao lado da sua namorada, Fábia, uma linda estudante de Design. Ester procura algo que lhe devolva o seu amor secreto e amigo de longa data, Jonas. Tomás deseja o seu dia de mudança, de recompensa pelo esforço diário e convicção. Carlos vai passando despercebido, escutando atentamente, observando das sombras. Paula acredita nos piores anseios do seu tio Jonas e procura juntar os cacos, interromper a queda lenta e constante, que se dá perante os nossos olhos, na mesma sala da anterior rotina…

Não perca este drama imprevisível, repleto de pequenos segredos e encontros ocultos, com seguimento do desenvolver do enredo acompanhado dos momentos que, antes do falecimento de Jonas, os originam, e espelham a complexidade e, por vezes, a ironia, que os envolve.

A sua sala manteve-se, sempre. Hoje, surge a divisão.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A Divisão


As imagens aqui expostas ilustram o início e o final do texto da próxima peça deste grupo, “A Divisão”.

O Grupo Juvenil da Nova Comédia Bracarense vai estrear esta peça dia 28 de Março (Sábado), no Centro Cívico de Palmeira, às 21h45. A peça escrita e encenada por Miguel Marado chama-se “A Divisão” e retrata uma teia de personagens, as suas relações, ambições, medos e destinos. Personagens que facilmente se podem projectar em cada um de nós, personagens que são simples pessoas, com vidas normais, mas cuja história de vida, bem como as suas relações, resultam numa peça interessante de seguir e que promete deixar o público suspenso no seu enredo até à última fala.

Um drama intenso, dirigido a todo o tipo de público, especialmente aquele que aprecia um espectáculo bem estruturado, numa sala com óptimas condições e uma peça aliciante. A não perder este excelente espectáculo que mais uma vez o Grupo Juvenil da Nova Comédia Bracarense irá trazer até si no Centro Cívico de Palmeira.

Esperemos que estes jovens promissores nos tragam mais um espectáculo que eles próprios conseguiram montar com a sua dedicação, entusiasmo e com o seu amor à nobre arte do teatro de amadores, aliás, como já nos vêm habituando. Certamente iremos assistir a excelentes representações por parte de todos os elementos deste Grupo Juvenil. Portanto, a não perder, no Centro Cívico de Palmeira, a estreia de “A Divisão”.

Pedro Oliveira

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sondagem de Janeiro

Na nossa última sondagem, propusemos uma opinião sobre a gestão dos Teatros existentes em Portugal através de quatro hipóteses: um serviço público de gestão pública, um serviço privado de gestão pública, um serviço público de gestão privada e um serviço privado de gestão privada.

Surgiu a ideia desta sondagem através da recordação da Rivolição, manifestação e ocupação do teatro Rivoli em Outubro de 2006 por actores, encenadores e espectadores da peça de teatro “Curto-circuito”, que se caracterizou contra a polémica tomada de decisão da Câmara Municipal do Porto em privatizar esse espaço cultural. Foram exigências dos ocupantes e dos manifestantes que se solidarizaram com a causa, pertencentes a associações culturais, movimentos políticos e independentes, a interrupção do processo de passagem do Rivoli de serviço público a serviço privado.

Pessoalmente, sempre considerei que a cultura deve ser considerada um Bilhete de Identidade e uma importante troca de comunicação entre todos e para todos os cidadãos da comunidade que a gerem. A privatização de um espaço público como o Teatro poderá ser interpretada como um amordaçamento de uma das muitas vozes que a sociedade tem para se expressar. A privatização de um espaço público é a negação de um direito garantido e a reivindicação pela permanência da gestão pública não é mais do que uma declaração desesperada para não tirarem à cultura o que é da cultura, ou seja, para não tirarem a identidade cultural que pertence inatamente à sociedade.

Também assim o consideraram os votantes desta sondagem. Foi a sondagem que mais peso teve numa hipótese: 89% considerou que a gestão dos Teatros se deve manter pública e com serviço público. Ou seja, o Teatro, sendo um espaço que exprime a cultura de uma comunidade, não pode ser limitado a uma pequena parte da sociedade que não representa o seu todo.

Apenas 11% dos votantes consideraram que a gestão do Teatro se deve manter pública mas com serviço privado. Interpreto isso como um financiamento público com uma programação cultural limitada a um grupo restrito que não consulta a opinião pública sobre a mesma. Tenho uma forte divergência em relação a esta hipótese, pelas razões que apontei, bem como em relação às outras duas hipóteses possíveis: um serviço público de gestão privada e um serviço privado de gestão privada.

Fiquei bastante contente com o resultado e nem esperava outra conclusão. O Teatro é um espaço de todos e para todos e, tal como consideraram a maioria dos votantes, deve ser preservado como tal. As “Rivolições” devem continuar uma vez que é assim que a maioria entende e, a meu ver, cheia de razão.

Pedro Kayak

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Entrevista a Bruno Viana e Luísa Vinagre - Membros da Companhia de Teatro "D.Caixote"



O Bruno Viana e a Luísa Vinagre são dois membros da recente Companhia de Teatro D. Caixote, que procura o seu espaço na Cultura bracarense e estabilizar-se no que respeita aos seus participantes, fazendo parte dos amigos dos Jovens-NCB.

O Rui Lucas pergunta aos nossos convidados acerca do seu background teatral, da história da D. Caixote, do apoio da nossa cidade ao Teatro, dos públicos que os têm acompanhado, da sua opinião sobre a relação contemporânea entre jovens e Teatro, etc.

Veja mais este vídeo, o número 21 do Canal YouTube da NCB, que lhe tem trazido o melhor do nosso grupo e do panorama do Teatro de amadores de Braga.

Vote na sondagem deste mês, na barra lateral:
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ensaios d'"A Divisão" - 2

Começo por cumprimentar todos os nossos visitantes com um “Olá”.

Estou de volta ao nosso blog para comentar as fotos que foram tiradas durante um dos ensaios da peça “A Divisão”. Estas fotografias são bastante ilucidativas do árduo trabalho que tem sido desenvolvido por todos nós, desde os actores ao encenador Miguel Marado. Este novo projecto tem sido muito encantador e aliciante depois de termos feito o workshop do Teatro do Oprimido.

Esta peça é algo que todos esperávamos, pois todos os actores gostam de ter uma personagem para encarnar, um texto para decorar e uma história na qual nos podemos ver, na qual nos podemos identificar.


Nestas duas fotografias podemos ver os actores Bruno Boss, Nuno Araújo e a Liliana Ribeiro, com o nosso encenador Miguel Marado a transmitir-lhes as indicações daquilo que quer ver deles em palco, tal como vem sendo frequente da parte do encenador do grupo juvenil da Nova Comédia Bracarense: o rigor e interesse completo neste projecto, que vocês não podem perder.

Uma história onde várias personagens se cruzam, numa trama que envolverá aqueles que assistam à peça, prometendo prender o público à cadeira até ao último segundo. Não percam a estreia nas comemorações do próximo Dia Mundial do Teatro (dia 27 de Março) no Centro Cívico de Palmeira, que serão no dia 28 de Março, Sábado, às 21h45.

Sara Manuela Soares

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Um ano de NCB-Jovens

Olá a todos os leitores do nosso blog mais uma vez. Há já algum tempo que não escrevia no blog, mas hoje estou de volta para vos falar um pouco sobre a minha experiência na NCB, grupo ao qual me juntei há cerca de um ano.

Desde cedo que comecei a fazer teatro na escola, com alguns dos agora também membros do nosso grupo. O teatro começou por ser uma “brincadeira” e um passatempo ao qual não dava grande importância mas do qual sempre gostei, até que chegou a um ponto em que se tornou numa verdadeira paixão. Foi nessa altura que tomei a decisão de me juntar ao Grupo Juvenil da Nova Comédia Bracarense.

A adaptação ao grupo foi bastante fácil, pois tive a felicidade de já conhecer pessoalmente grande parte dos membros, assim como o encenador. Era então altura de começar a adquirir novos conhecimentos teatrais para conseguir estar perto do nível dos membros que do grupo já faziam parte. Comecei por isso por ter um workshop de Teatro de Improviso juntamente com o Rui Lucas, o Tiago Pintas, o Bruno Boss, o Pedro Kayak e a Cati Gonçalves. Esse workshop, mais do que nos dar os conhecimentos necessários, criou o espírito de grupo necessário à fácil integração de todos os membros. Com o fim do workshop chegou a altura da tão ansiada estreia em palco como membro do grupo, no Festival da Maioridade. Sinceramente penso que a estreia poderia ter sido melhor, mas apesar disso, a satisfação foi enorme.

Começamos a fazer cada vez mais espectáculos e a entendermo-nos cada vez melhor em palco.

Com o fim do Festival da Maioridade iniciámos um workshop de Teatro do Oprimido, cujo resultado final não foi, também, aquilo que estava à espera, mas penso ter sido bastante importante para a minha formação teatral.

O Teatro de Improviso e o Teatro do Oprimido ficaram então assim terminados por alguns tempos e foi altura de começarmos a ensaiar a peça “A Divisão”, sobre a qual já viram e ouviram o nosso encenador falar, numa entrevista neste blog, e cuja estreia muito anseio, pois a interpretação de um “verdadeiro” papel é o que mais me fascina no teatro.

Um ano de NCB que para mim passou num instante, pois é nesse grupo que conservo grande parte das minhas maiores amizades, e que mesmo tendo tido, a nível de sucesso teatral, os seus altos e baixos, penso que a avaliação que faço é mais que positiva.


Pedro Bafo

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Entrevista a João Bravo - Presidente da "Só Cenas", companhia de Teatro



O João Bravo é o presidente da companhia de teatro Só Cenas que, formada em 2006, é uma associação com actividades variadas.

Nesta entrevista com a Joana Raquel Antunes, o João esboça a história da Só Cenas; fala de alguns espectáculos, incluindo o mais recente e mais importante; expressa a vontade de maior união entre os membros das diversas companhias; demonstra objectivos ambiciosos para a Só Cenas e descreve alguns aspectos desta companhia, entre outras coisas.

Não perca este vídeo, o 20º do Canal YouTube da NCB, onde demos voz a mais uma das companhias que se esforçam para colorir o panorama cultural de Braga.

A nossa sondagem de Janeiro espera-o, aqui na barra lateral:
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