segunda-feira, 15 de março de 2010

20 anos de História - NCB

Transcrevo um texto de opinião recentemente enviado à Comunicação Social minhota:

Nova Comédia Bracarense – desde 1990

O ano de 2010 traz algo de memorável, uma marca que se impõe registar: uma das mais emblemáticas e antigas companhias teatrais de amadores de Braga, a Nova Comédia Bracarense, completa 20 anos, valorizando, para a cultura da cidade, esta época teatral.
Não quero mergulhar na já longa e produtiva história da Nova Comédia Bracarense. Noto apenas que a fusão de outras associações que originou a NCB foi o início dum inegável caso de sucesso e sobrevivência no mundo do Teatro de amadores. Agora com três grupos (Infantil, Juvenil e Sénior) em funcionamento, a nossa Companhia mantém-se viva e perspectiva um futuro de ainda maior produção artística, representativa da sociedade e cultura bracarenses.
Esta vivacidade e instinto de sobrevivência surgem, antes de mais, da família que compõe a NCB, começando nos membros fundadores Vasco Oliveira (actual Presidente) e Carlos Barbosa (Director Artístico). Ao longo destes 20 anos muitos outros se juntaram a esta causa cultural e associação de verdadeiros amigos.
Ao entrar nesta companhia, há cerca de nove anos, fui muito bem recebido, aceite no grupo sem hesitações. A naturalidade com que se desenrolavam as coisas, sem desigualdades, sempre com um ritmo calmo, sem perder a noção dos objectivos, geraram em mim a ideia de que a NCB não teria nascido, mas seria reminiscente da eternidade que caracteriza esta forma de arte em si, o Teatro, ou mesmo a cultura em geral: mais uma parte de nós, desde que nos lembrámos.
Foi, portanto, uma surpresa para mim ouvir mais tarde as “estórias” (e alguma da história) da Nova Comédia Bracarense. O percurso da ‘Nova Comédia’ não é pavimentado a troféus, mas os momentos menos bons não sugerem atitudes de desistência, ou de fatalidade; antes pelo contrário, são formas de aprendizagem que todos nós tomamos como parte das nossas vidas, em particular os elementos da Direcção e restantes órgão sociais. Assim, sendo artistas, dirigentes e voluntários das horas vagas, fomos capazes de tornar a NCB uma companhia de teatro forte, praticamente autónoma e que nunca desaponta o seu público ou os seus parceiros, sejam eles associações ou outras entidades.
Caminhamos, sob o símbolo do nosso jogral, para nos tornarmos uma pedra crucial das fundações da cultura bracarense contemporânea, um esteio ao qual não se conhecem vacilações ou fraquezas que não tenham sido facilmente ultrapassadas.
A mim, compete-me expressar o orgulho de pertencer a este grupo, de envergar semelhante “camisola”, ao lado de artistas consagrados, com inteligência fora do vulgar e talento desmesurado, onde se encontram tanto actores e actrizes, como encenadores, dramaturgos, cenógrafos, figurinistas, maquilhadores, técnicos de luz e de som, etc.
Como celebração deste nosso aniversário teremos em palco (no Centro Cívico de Palmeira), entre os dias 10 de Abril e 29 de Maio, o nosso Festival de Teatro, aquele que será o 5º “FEST’ART – A Arte do Palco”. Serão dez espectáculos de várias companhias, incluindo a NCB em três ocasiões. Certamente provaremos que as minhas palavras elogiosas se reflectem na realidade.
Esperamos que possa estar connosco, e venha acompanhado, pois trabalhamos para o Teatro nosso, mas sobretudo seu e do nosso povo, e há sempre um lugar para si na nossa plateia.

Viva a Nova Comédia Bracarense!

Miguel Marado

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